6.11.06

E o tráfego rodoviário?

Já pensaram alguma vez bem nisto da circulação automóvel?
As minhas últimas viagens por países distantes ou não levaram a concluir que existem três características que distinguem as formas de conduzir de cada povo, a saber:

  1. cumprimento das regras
  2. respeito pelo próximo
  3. vontade de querer chegar ao destino
Estas directrizes conjugadas e inter-ligadas definem a forma como cada um conduz. Vou quantificar cada uma destas caracrterísticas de 1 a 3, onde:
  1. não
  2. mais ou menos
  3. sim
No Estado da Florida as pessoas conduzem em 3x3x2 (ou seja: sim ao cumprimento das regras, sim ao respeito pelo próximo e mais ou menos à vontade de querer chegar ao destino), isto resulta em harmonia na estrada onde circular é um prazer, uma descontração e as pessoas apenas querem chegar ao destinos sem terem que se aborrecer e/ou quebrar regras.

No Cambodia as pessoas conduzem em 1x3x2, isto resulta numa circulação stressante onde cada momento de hesitação de alguém que está "fora" do esquema significa perda de tempo desnecessário, nesta táctica de enfrentar a estrada está bem claro que todos têm a sua vez, todos terão direito a "meter o nariz" ou a mudar de direcção sempre com o avale dos "adversários" que tentam chegar primeiro a casa. Neste caso as regras de trânsito revelam-se o menos importante, o importante é ninguém sair a perder.

Em Portugal, país europeu, conduz-se em 3x1x3, e como todos sabemos resulta numa tranquilidade aparente, pois todos tentamos com muita força respeitar as regras, no entanto as outras duas características usadas para atacar (reparem que mudei a palavra de enfrentar para atacar) a estrada conjugadas dão na maior taxa de acidentes da europa. É que em Portugal, chegar ao destino está em pé de igualdade com o respeitar as regras e muito acima do respeito pelo próximo, ou seja, chegar a casa, respeitar as regras e ter a possibilidade de chamar nabo ao próximo estão no mesmo patamar, o que faz das estradas portuguesas uma bomba relógio. Onde eu quero chegar é que nós chegamos a quebrar regras só para provocar o próximo, seja parar o carro no meio da rotunda para "agredirmos" alguém, seja fazer uma razia (às vezes acertamos mesmo...) no "adversário" da faixa de rodagem porque este entrou à papo seco e mais, chegamos a quebrar regras para chegar mais cedo ao destino e por vezes abdicamos de ter pressa de chegar ao destino para achincalhar o condutor do lado e fazer-lhe uma perseguição para lhe buzinar aos ouvidos e acender os máximos a ver se abre a pestana e se espeta no rail de protecção.
No nosso caso o mais importante parece ser encontrar um culpado. É sempre culpa de alguém! Mas errar é humano e cabe-nos a nós respeitar esse erro e facilitar o processo de correcção.

E o provérbio: "Estrada de mil léguas, começa-se por uma passada"

5 comentários:

Quando uma Teixeira Teixeirinha vai a Macau disse...

Oi Pedro

Ainda o mesmo stress de sempre do trânsito, tens de ultrapassar isso. Para trânsito não há Xico esperto como o tuga e é lindu!!!!!

Bjs

playmaker disse...

Dizes isso porque vais a pé pró trabalho e não foste tu que demoraste 1h40 a chegar ao trabalho porque um NABO decidiu capotar na marginal em dia de greve dos trabalhadores do Metro!!

Dass...

Quando uma Teixeira Teixeirinha vai a Macau disse...

Rapaz

Já ouviste falar em Prozac, andas muito nervoso...

Coitado do homem, capotou..podem ter sido mil e uma coisas...ai esses juizos de valores...

playmaker disse...

TESTE!

Quando uma Teixeira Teixeirinha vai a Macau disse...

Pedro

lancei t 1 desafio vai ao meu blog no dia de hoje!

bj saudoso

patricia
2006***