19.12.07

Somos pequenos

Já concordam comigo?

Para além de não concordar com a vitória do Kaka – e a distância pontual é incrível - e apesar da minha opinião acerca do Messi, este ter ficado em 2º mostra que ser português só prejudica. De qualquer maneira, lá conseguiu sorrir.

Lembro que o Figo ganhou uma vez este prémio, mas teve que ser puxado a ferros e já veio tardio e a má hora. No ano em que mais mereceu não o ganhou, ficou para o ano seguinte, inesperadamente...

Olha... para o ano há mais e sempre tens o Euro2008 para levar Portugal ao triunfo e mostrar quem merecia.

O Natal por cá...


Lembra-me Portugal, casa amigos e família. O Natal foi a ultima realidade que vivi em terras lusas, faz dia 25 deste mês um ano que larguei a vida que tinha para vir para Macau. Um ano.

Todos os anos rumo ao Vale da Mua - a terra. Desde que me lembro, nunca passei o Natal longe dos meus pais, irmão, avós, tios, primos, do primo, do frio, do cheiro a pinheiro e a couves cozidas, da geada, da fogueira no centro da aldeia, do cheiro a lareira e casca de tangerina, enfim, nunca passei o natal longe do Meu Natal.
Este ano será totalmente diferente, mais aqui, menos por lá...

Por cá também já começou a rumaria à terra, a Portugal, eles têm ido como se não houvesse amanhã. Há uma semana para cá que há despedidas, abraços, beijinhos e até já’s quase todos os dias. Estou nostálgico.

Bom mas isto passa, até porque vou ter umas férias bem longas e, espero, bem boas! Vou-vos falar dos planos para as nossas férias de Natal, até para vocês, tugas, se aprontarem a vir-nos visitar.
Tudo começa em Hong Kong, os Pais Teixeirinha chegam amanhã, vamos ter com eles e passar lá 3 dias, possivelmente iremos caminhar nos arredores de Tsim Sha Tsui e perdermo-nos em Yau Ma Tei e Mong Kok em compras compulsivas. Depois regressamos a Macau para mostrar a cidade que nunca dorme aos Teixeirinha e passar a consoada de Natal no conforto da “nossa” casa. Não esquecendo o tradicional bacalhau cozido!

Visto Macau, arrancamos para Boracay, nas Filipinas, uma pequena ilha que segundo os boatos tem a melhor praia da Ásia. Vamos conferir. Para lá chegar voamos pela Cebu Pacific de Macau para Manila, dormimos uma noite em Manila - porque tem de ser – e na manhã seguinte vamos de avião – daqueles mais pequenos – até Caticlan na Asian Spirit, depois de barquito até Boracay. Segundo dizem o desembarque é na praia, temos que saltar do barco para a água e depois caminhar na areia até ao Panoly Hotel, espero bem que sim. Será aqui a passagem de ano! Prometo que vou fingir estar aborrecido por festejar num clima quente, com os pés sujos de areia e musica na praia. É do pior...

Regressamos a Macau para matar saudades durante uns dias, alterar o conteúdo das malas e depois viajamos para Beijing. É nesta altura, e porque fazer turismo não é fácil, que nos deparamos com um verdadeiro desafio: tentar não ficarmos doentes. Passamos num curto espaço de tempo de uma temperatura média de 27ºC para –5ºC com possibilidade de neve. A viagem será directa de Macau para Beijing através da Air Macau. Em Beijing há tanto para fazer que nem vou falar no assunto, só espero mesmo é que o frio, o gelo e a neve não sejam em exagero e estraguem a festa ao pessoal.

Rematado isto, desejo-vos um Natal tradicional e feliz e um ano de 2008 espectacular!

16.12.07

Ultima hora

As exibições assim assim levam playmaker até a um - mais ou menos - grande clube europeu, será o novo Leão de Alvalade.



... ou não e até te lixas e passas o Natal!

14.12.07

Não percam!


Segunda feira, dia 17 de Dezembro no Jornal da Noite - SIC.

Macau: O Casino do Mundo.

12.12.07

Em conversa...


...com um amigo cristão, crente e difusor da palavra de Deus tomei consciência que é possível uma pessoa inteligente não acreditar na evolução das espécies, bem pelo contrário, acreditar que fomos criados, ou seja, engineered por um “ser” superior – leia-se Deus. Mais, que este “ser” criou o homem com inteligência e liberdade por semelhança a si. Tenho, definitivamente, de ler a Bíblia.
Andei a pensar nisto algum tempo... fiquei parvo com a minha ignorância. Como é possível eu estar subjugado a este dogma da evolução das espécies? De tal maneira que nunca me passou pela cabeça ser parte da criação de “algo” semelhante a mim. Mas a verdade é que estou e depois de pensar algum tempo continuei na minha. Mas quero compreender o outro lado.
Agora as questões são outras. Bolas! será que todos os que acreditam em Deus, e há tanta gente, acredita no Criacionismo? Será que quando estudávamos a evolução das espécies na escolinha a malta achava aquilo ridículo e não dizia nada a ninguém, ou pelo menos, avisava a professora da figurinha que estava a fazer ao falar, difundir e acreditar na teoria de Darwin?

Bom, de qualquer maneira, a Bíblia será o meu próximo livro.

p.s: não digam nada aos meus pais se não ainda me vêem cá buscar

5.12.07

Não digo!

Não me perguntem porquê, como e onde encontrei este livro que eu não respondo.
O que é verdade é que os asiáticos merecem e precisam de umas dicas em relação a este assunto, pois as mulheres asiáticas já se orientam bem – demasiado bem?, estando aqui a criar-se uma pequena desigualdade. Vamos lá a ver se isto ajuda a combater a solidão do macho asiático.

3.12.07

Jinan e outras coisas

Já vai para lá de uma semana que regressei a Macau, mas tem faltado tempo para rematar, pelo menos aqui no blog. Tempo e vontade. De Jinan regressei cansado e constipado, trabalhei fora de horas e estava realmente fresco por lá e não resisti a ficar com o pingo. Em relação ao trabalho foi uma viagem claramente positiva, por outro lado para turismo aquelas bandas pareceram-me fraquitas, ainda para mais eu compreendi mal aquilo das springs, é que eram mesmo só springs e não hot springs. Ainda nos levaram a uma montanha bastante alta, mas alta mesmo, a subir escadas, levámos cerca de 3h para lá chegar, mas até foi um “passeio” interessante. As fotos estão aqui ou aí.

From Jinan

Entretanto, estreei-me no principal Campeonato de Futebol de Macau com uma derrota por 1-0. Foi um bom jogo, não muito bonito mas bastante disputado por duas equipas com objectivos diferentes, o Monte Carlo ambiciona repetir o titulo de campeão que conquistou na “bolinha” e a minha equipa, o Heng Tai, pretende não descer, como se costuma dizer, fazer um campeonato tranquilo. Isto são coisas que, de certeza, não vou esquecer! Imaginem, a maioria de vocês, amigos e compadres, que jogaram vezes sem conta à bola com este maçarico, está agora a jogar na 1ª divisão de uma região. Só mesmo em Macau. É lindo. Acabar o jogo, com a bancada do estádio vazia, no entanto o jornalista da “praxe” encontra-se à entrada dos balneários para entrevistar o sr. capitão ou outros assim, depois com direitos a referência no jornal diário do dia seguinte. Enfim... é Macau, onde tudo é tão próximo.

Agora uma azia: Esta cena do Káka já me irrita! Faz-me lembrar o ano em que o 9.Ronaldo ganhou o prémio da FIFA quando a única coisa que fez foi marcar 8 golos no campeonato do mundo, mas menos escandaloso no que diz respeito ao numero de jogos durante a época. No ano do 9.Ronaldo ao que parece não havia a quem dar o prémio... tudo bem. Agora este ano? Devem andar a gozar com a malta! O Káka andou a época toda a jogar para a Liga dos Campeões, de facto esteve bem, de facto ganhou-a. Mas a época é muito mais que essa liga. O 7.Ronaldo no MU carregou a equipa às costas meses a fio, foi campeão de Inglaterra, fez 18 golos no campeonato, esteve excelente, enquanto deu, na liga dos campeões (quem não se lembra da eliminatória contra a Roma?? - apenas como exemplo.), na selecção nacional a mesma coisa, quantos golos e jogos decisivos resolveu no apuramento de Portugal? E na nova época - nova como quem diz? O Káka tem jogado? O Milan está em 8º e a 13 pontos do primeiro. Enfim... até o Drogba merecia mais. Mas esse é Africano... e o 7.Ronaldo é...

19.11.07

Fim de Semana

O fim de semana foi marcado pelo Grande Prémio de Macau, mas a mim não marcou muito, na verdade passou-me ao lado, nem na TV vi. Nunca fui grande adepto de desportos motorizados, aos meus olhos são seriamente aborrecidos. Daqueles desportos que são, vá, cerca de 378’233 vezes mais divertidos para quem os faz do que para quem os vê. Ao vivo sente-se a “vida” da coisa, o espírito, o som – ou barulho – ou musica – dos motores, a velocidade, mas perde-se, vá, 70% da corrida, por outro lado na TV acompanha-se, fundamentalmente, a corrida dos da frente, mas perde-se a noção de velocidade e a adrenalina fica por subir. Apesar disto, gostei de cá estar para ver como um circuito citadino é organizado e como a cidade se adapta de uma forma espectacular a uma mudança tão rápida e profunda. Devo-vos dizer que o meu pai é um individuo capaz de arranjar convites para quase tudo o que é corrida no Autódromo do Estoril e eu de inicio ainda ia...

Agora, o meu fim de semana. Como todo o bom fim de semana começou na sexta-feira. Andava difícil de ver um filme diferente e bom. Beowulf é um filme de acção em animação, excelente e original. Ouvi dizer que tem uma versão 3D com a tecnologia RealD, a que vi não sei se é 3D ou não, mas de qualquer modo eu não tinha óculos apropriados e mesmo não vendo as personagens a “voar” pelo espaço da sala de cinema a animação está espectacular. Recomendo. Mais que não seja, tanto para as meninas como para os meninos as personagens estão muito bem desenhadas.
Como viram no remate anterior Sábado foi marcado por um passeio diferente na Ilha de Coloane. Gostei muito. A ideia a reter é que se Macau tivesse um mar assim só mais ou menos eu encontrava-me num dos locais mais afortunados do mundo. Mas não tem.
Bom, mas Sábado ainda teve o Cabaret Bizarro da Mexica Astrid, foi um espectáculo positivamente humilde e assumidamente descontraído, ri, saí bem disposto e por mim já está bom. Do espectáculo fixei a seguinte frase: “Visit the United States, before they visit you”.
Domingo, é Domingo, por aqui tem sido marcado, com alguma regularidade, pelo não se faz nada. Bem bom! Ou não...

A selecção continua preguiçosa mas cumpriu.

Amanhã é dia de ir para Jinan, vai daí que vos desejo uma boa semana.

17.11.07

16.11.07

Jinan, no Norte da China

Boas!
Afinal de contas, antes de Boracay ainda vou a Jinan numa viagem que no pedido para o visto para a China leva o “certinho” no quadrado de Business Travel.

Ah pois é! Vou lá assistir, participar, supervisionar, verificar - e acima de tudo aprender – o resultado dos teste de aceitação em fábrica (FAT). Isto é, verificar se o equipamento cumpre as nossas especificações e pode de facto ser enviado para Macau para posterior instalação. O equipamento é um transformador de potência 220/110kV, portanto um bicho, com certeza, maior que o vosso quarto. Vai ser, acredito eu, a minha primeira experiência num ambiente profissional quase exclusivamente chinês...

Em relação a Jinan, é uma cidade “nova”, em grande crescimento industrial, com fábricas de diversas multinacionais - Panasonic, Matsushita, Siemens, Pepsi-Cola, Volvo - e fundamentalmente conhecida pelas muitas termas (ou springs). Sendo no norte a temperatura que por lá se encontra pode ser definida como “um calor esquisito”, oscilando por esta altura entre o 1º e os 15ºC. Se tiver tempo, com este calor esquisito que se faz sentir, sou capaz de me pôr de molho.

Ass: O afortunado

15.11.07

E pronto, andamos nisto

Ronaldo - O regresso do futebol

Está a chegar a hora. Ok, falta cerca de um mês...

Desde a edição de 2000, em que ganhou o Zidane, julgo que não existe uma “luta” tão renhida pelo título de melhor jogador do mundo. O engraçado é que em ambas as edições tínhamos na luta Portugueses, em 2000 o Figo e agora o nosso Ronaldo. Se calhar sou eu que estou moldado pelo patriotismo... e sempre houve grande expectativa para ver quem seria o eleito.
Este ano, para gáudio dos adeptos de futebol, os principais candidatos são bastante jovens, todos eles criativos e de uma técnica fabulosa, levando a querer que poderão bater recordes se a balança começar a pender para um dos lados. A parte mais espectacular desta luta é que de facto não é unânime qual deles é o melhor ou qual foi e está a ser o melhor. Enquanto que no tempo de Zidane, para mim o melhor jogador que alguma vez vi jogar, era uma luta desigual. Tanto achava isso que cheguei a enviar um e-mail à FIFA a sugerir que criasse um prémio apenas para o Zidane – por exemplo One of a Kind - e que os restantes lutassem entre si para o melhor jogador do mundo. Desigual porque mesmo numa época menos boa de Zidane era claro que era o melhor jogador do mundo o que fazia parecer parvo – a meu ver - atribuir o prémio a outro, mesmo que este tivesse realizado uma época de sonho.
Não posso deixar de referir o Fenómeno, 9.Ronaldo, um jogador que estoirou com tudo o que se achava não ser possível fazer no futebol, aliava uma força explosiva a uma técnica e controlo de bola em excesso de velocidade só ao alcance dos predestinados, fez dele o maior fenómeno desportivo do final do século e o jogador que mais vezes me fez abrir a boca de espanto. Desconfio que só o grande 9.Ronaldo de inicio de carreira teria capacidade de fazer frente ao Zidane.

Em relação ao presente, estamos de facto perante jogadores com um talento inacreditável. Será que houve, alguma vez, num mesmo instante tantos jogadores possíveis ou com potencial de serem considerados os melhores do mundo? Os próximos anos serão ainda mais engraçados... Assim de repente lembro-me destes jeitosos:

Henry – 30
Drogba – 29
Lampard – 29
Pirlo – 28
Ronaldinho – 27
Ibrahimovic – 26
Kaká – 25
Robinho – 23
C. Ronaldo – 22
Rooney – 22
Fábregas – 20
Messi – 20

Desta lista destaco dois, Ronaldinho e Messi. Julgo que estes dois estão noutro patamar no que diz respeito ao domínio do tempo e do espaço. Se calhar mais o Messi. Reparem que quando ele tem a bola os outros parecem estar em câmara lenta, ele “tem tempo” para fazer coisas com a bola que a maioria não faria se estivesse sozinho em campo. Referência ao nosso Ronaldo, da lista é claramente o jogador mais completo!
Fábregas não é candidato para este ano, mas acredito que estará para breve e será um forte. Com ele espero ver a aparecer nomes como Quaresma e Nani.  E já agora Ricardo Carvalho.

P.S: Para quem estava desconfiado do 7.Ronaldo, neste inicio de época já marcou 3 golos em 3 jogos pela Selecção e 8 golos em 13 jogos pelo MU. Em relação a assistências e envolvimento indirecto em jogadas que deram golo ou foram perigosas achei que não era necessário referir: vejam o resumo dos jogos!

Kaka ou Ronaldo? Eu cá sei, mas vejam o vídeo.


Kaka vs Cristiano Ronaldo - For more funny videos, click here

E ainda este, se quiserem.

Pronto, O Kaka é muito bom, mas o 7.Ronaldo é, no mínimo, mais espectacular

Noutro dia

Vi uma chinesa com umas botas iguais as que a artista apresenta e lembrei-me...



P.S: Desculpem o som estar desfasado da imagem.

13.11.07

Soltas

O novo “malhuco” da Patrícia, o canito do estabelecimento de comidas da nossa rua.

Actualização sobre o estado em que Macau se encontra.

Podem ver a “minha” paragem de autocarro, do lado de lá dos raids, uma das zonas quentes do circuito e ainda a torre de controlo.

E quando digo que há muito gente não estou a brincar, este é o transito que nos desafia, lá no bairro, a um Domingo normal a uma hora que já não é de ponta.

E por último temos a actualização da vista aqui de casa, lado poente, o que dantes era o Pier 16 (ou Ponte 16) é agora o Pier 16 (ou Ponte 16) mas para outro efeito. O bom é que renovou a vista ali para aquelas bandas, em vez de canal e serra vemos agora aquilo. Aviso já que o Grand Lisboa está quase quase a ser concluído, a ala nascente está quase renovada.

Obsceno, niga, obsceno.

Yo dread, xeca ai o video. Man... Eu e a minha dama curtimos tótil no concerto. Foi uma cena tipo, memo fora, memo baril, tás a ver? Desbundámos memo bué, man. Aquela cena man foi sempre a abrir, sempa tripar, do best.







Tão bom que nem parecia uma produção portuguesa... A música chinoca tem esta energia toda? :)



12.11.07

Lamechas ou assim...


Foste a razão da viagem de umas férias para fugir
(~)
Foste a frescura da minha sede
Andei contigo na minha mão
Foste a frescura da minha sede
Andei contigo na minha mão
Pintei a boca de rosa e verde
Foste o gelado do meu verão
(~)
Teu corpo minha toalha, foste o Sol da minha cor
Teu corpo minha toalha, foste o Sol da minha cor
Foste o mar da minha praia, tu foste o meu bronzeador
(~)

8.11.07

Coisas que devemos saber: A liderança do Partido Comunista Chinês

Segundo remate sobre a história recente da China. Relembro que não tenciono descrever com precisão acontecimentos históricos mas apenas passar algumas das coisas que li, que fixei e que me ajudam a perceber este povo.

Nota: Todos as citações foram retiradas do livro Cisnes Selvagens.

Em 1948 o "exército do povo" começou a tomar conta das principais cidades que estavam sobre o comando do Kuomintang até que por fim expulsaram uns, mataram outros e “converteram” alguns. Em menos de 3 meses colocaram a China a carburar, dando mostras da sua organização, rigidez, capacidade trabalho e dedicação pela “causa”.
Na minha opinião, distante e moldada pela educação tolerante, “causa” está – ou estava? – para o Partido Comunista Chinês (PCC) como “fé” está para os extremistas religiosos. Ser comunista chinês não era ser, era querer ser, era um processo de aprendizagem que demorava tempo, exigia dedicação, devoção e exclusividade. Tinha que se saber sofrer e calar, ser duro e humilde. Acreditar. Com muita “fé”. Defender a “causa” acima de tudo. Tudo e todos.

Para além de mostrarem uma grande proximidade ao povo (na sua maioria camponeses) ainda faziam a China crescer, colocaram as fábricas a trabalhar, os campos a produzir mais, a comida e os bens mais distribuídos, no entanto, outros factores começaram também a ganhar dimensão no comunismo chinês, a saber, as reuniões de denuncia e as autocríticas publicas, onde a ideia era o castigo por comportamentos menos próprios de um comunista e promover o controlo detalhado da vida de cada membro. Neste último caso, todos controlavam todos e a menor “falha” perante a causa era denunciada e, muitas vezes, exacerbada. Também era comum utilizar estas denúncias para dar azo à inveja e a vinganças pessoais, onde algumas vezes pura e simplesmente se inventava.
Este controlo era rigoroso “A minha mãe foi intimada a traçar uma linha entre ela e os amigos. «Traçar uma linha» foi um dos mecanismos chave que os comunistas introduziram para acentuar a separação entre os «de dentro» e os «de fora». Nada, nem sequer as relações pessoais, eram deixadas ao acaso ou podiam funcionar livremente… Na altura, uma regra não escrita estipulava que nenhum revolucionário devia passar a noite fora do seu local de trabalho, a não ser ao sábado… Tens de obedecer ao partido mesmo que não compreendas ou não concordes com ele. Aquela era fundamentalmente uma revolução camponesa… Quem quisesse participar da revolução tinha por obrigação endurecer-se ao ponto de tornar-se imune às privações.”
De facto a vida dos revolucionários não era fácil nem se previa fácil, mas naquele momento o fim justificava os meios e o povo já sentia as diferenças - "O novo governo convidou os camponeses a virem vender os seus produtos na cidade, e encorajou-os a fazê-lo fixando os preços no dobro do que recebiam no campo. O preço do sorgo caiu rapidamente, de 200 milhões de dólares do Kuomintang o quilo para 4400 dólares. Pouco depois, um trabalhador médio podia comprar dois quilos de sorgo com o que ganhava num dia. Os comunistas distribuíam alimentos, sal e carvão pelos mais pobres. Outra coisa que conquistou a boa vontade da população local foi a disciplina dos soldados comunistas. Não só não se verificavam saques nem violações, como muitos demonstravam um comportamento verdadeiramente exemplar..."

Cenas estranhas

Macau tem muita coisa estranha!
Quando vamos à China mainland estamos sempre à espera de tudo e mais umas botas, no entanto em Macau o sentimento é outro, talvez por ter muitas coisas familiares - arquitectura, cultura, a língua, comidas, bebidas e por aí fora - ficamos menos protegidos, menos na retaguarda e expomo-nos mais à surpresa.

Introdução feita, o que eu quero é falar-vos no Bacalhau À Brás que comi ontem ao almoço. Estava de facto até bastante bom. A surpresa aconteceu porque estando eu num “restaurante” que serve este tão típico e delicioso prato português nunca esperaria que viesse acompanhado por um prato, à parte, cheio de arroz e com umas folhas de hortaliça. Ora vejam lá na foto.


O impressionante é que até têm o “pudim da casa” e comprovadamente muito bom.
Claro está que fazendo jus ao ditado “na china sê chinês” tive a coragem de entre as muitas grafadas no Bacalhau ir roubar ao prato vizinho uns quantos grãos de arroz.

Nota: Por cá não existe o conceito de entrada, prato principal, sobremesa e café. Isto é levado ao extremo quando “eles” criam os conhecidos set lunch que incluem café. Para surpresa vossa a primeira coisa a chegar à mesa, depois do obvio copo de chá, costuma ser o belo do expresso acabadinho de fazer. Surpresa apenas vossa, porque se pensares bem, faz todo o sentido; olha lá, pediste o menu, ou seja, foi pedido tudo ao mesmo tempo, e o que demora menos tempo a fazer? Certo! O café.
Vamos lá a ter sentido prático, não sejamos picuinhas.

7.11.07

Só para ocupar espaço

Amigos do Portugal, uma pequena lista de rotinas e curiosidades destas bandas:

  • no fim das refeições trazem sempre para a mesa uma mão cheia de palitos
  • na maioria dos restaurantes o “chá à refeição” não se paga
  • esta gente consegue representar os 10 números só com uma mão
  • os motociclistas não param nas passadeiras (nunca!), os restantes até param se arriscares saltar para o meio da estrada
  • nos cabeleireiros e assim existe um empregado por cadeira, nunca tive que esperar para ir à máquina
  • nos cabeleireiros e assim é possível receber massagens – ombros, costas e na cabeça, esta última com champô
  • usando pauzinhos comes sempre com uma mão livre, podes, portanto, usá-la para contar até 10
  • os autocarros são pagos como acto quase voluntário, colocas as moedinhas no buraco e já está. Não há trocos e obviamente não há picas. Quem “controla” é o condutor
  • é comum andarem pessoas de pijama na rua
  • não se espantem se virem pessoas a fazerem exercícios em local próprio mas de pijama
  • é comum os homens pintarem o cabelo, mesmo já pais de família
  • é normal o pessoal comer no local de trabalho e em simultâneo atender os clientes
  • saunas? por aqui há muitas! Casinos também

Meu querido blog

Desculpa mas ando sem paciência de escrever para e em ti!
Vai daí que me lembrei de o dizer.

30.10.07

Ai ai tanta coisa

Começou há duas semanas o ver se te avias de eventos.
A abertura foi dividida entre a festa da lusofonia e o Festival de cinema Europeu. Na festa da lusofonia tivemos a Lura e o Boss AC a dar-nos musica num ambiente que faz lembrar as festas populares portugueses e os arrais das festas académicas. Barraquinhas a vender comes e bebes e muitas caras conhecidas. No festival de cinema conhecemos o documentário Ainda há pastores? Para mim, um filme encantador, consegue roubar sorrisos, grandes gargalhadas e pequenas lágrimas. Acho que toca no coração a todos os portugueses. Portugueses e não só. Tanto é que já comprei na fnac e ofereci aos meus pais! E adoraram. Vimos também outros filmes europeus, com destaque para um alemão bastante divertido.
E o que me espera agora? Esta carrada de bilhetes!

Pois é, o verdadeiro corrupio começou ontem com o Musical Grease. Nada a apontar. Amanhã é o dia de irmos ouvir a Orquestra Macaense convidar a Maria João, dia 03 de Novembro vamos assistir ao primeiro de três eventos no Venetian, eu e a Patrícia vamos saltar e dar à rabinho no concerto da Beyoncé, duas semana depois temos o espectáculo Cabaret Bizarro da Mexicana Astrid Hadad (?!) e, ainda, na semana seguinte é a vez de uma partida de ténis entre Pete Sampras e Ferrero.
No meio disto tudo está a haver o Asian Indoor Games e daqui a nada começa o Grande Prémio de Macau de 2007. Este último já começou a mudar a face de Macau, é rails em tudo o que é sitio, é os autocarros a fazerem caminhos diferentes e o Pedro a ter que fazer o desvio a pé para chegar ao trabalho, é obras para fazer melhorias no pavimento, é bancadas no meio da cidade e tudo e tudo...
Aqui a foto à entrada do Edifício da CEM, local do meu estamine.


Sim, as corridas vão passar mesmo ali.
Quando é para cá vêem? Aqui não há mãos a medir a tanta coisa para fazer! lol

26.10.07

Vamos a ver se há interessados e leitores

Eu tenho 20 passes.

Aos leitores que pretendem assistir a uma ou outra prova dos jogos indoor asiáticos basta deixarem neste remate um comentário que explicite o interesse ou enviar-me um email.

25.10.07

10

10 é o meu numero. 10 e 7. Gosto dos dois.
Passaram-se 10 meses desde que saí de Portugal. 10 meses...
Olhando, neste momento, para trás consigo ter duas perspectivas, passou depressa o tempo, parece que foi ontem, eu sou o mesmo que apanhou o avião na portela e pouca coisa mudou em mim. É verdade que como com pauzinhos como se assim fosse desde criança, mas tirando isso...
Por outro lado, desde que aqui estou já fiz dezenas de amigos, já trabalhei em duas empresas diferentes, já deu para ir 8 dias a Portugal e voltar. Passeios dei alguns, Hong Kong fui três vezes, Guangzhou, Guilin e Yangshuo, Singapura e Chiang Mai, ah! e Portugal com passagem por Londres. Participei no campeonato de bolinha de Macau, fui a umas quantas aulas de danças de salao, cheguei a ir umas 3 aulas de folclore e agora estou a tirar o curso de Inciciação ao Cantonense. Neih hou ma?

Daqui pra frente, vamos la a ver.

11.10.07

É mesmo isto! Saudades...

Citando o Sr. Correia Marques do Hoje Macau.

"«Pai. Temos um país tão bonito.» Esta frase, também pelo inesperado, pela emoção e pela felicidade - que o tom de voz em que foi proferida irradiava – valeu mais do que todas as férias. Talvez mesmo mais do que uma vida. É que quem a disse nasceu aqui em Macau, bem longe dali da Serra da Boa Viagem, lá bem no alto do Cabo Mondego, donde se avista tanto mar que quase se vislumbra o Delta do Rio das Pérolas. Estava longe daqui mas tinha a meu lado a pérola mais valiosa criada a oriente. E tudo isto numa paisagem deslumbrante e num país que ela adora como ama a sua terra Natal. Nos dias anteriores tínhamos ido à praia da Barra e à Costa Nova ver os “palheiros” (com as suas pinturas coloridas e listadas a fazerem lembrar pessoas alinhadas em pijama ao longo da praia, saboreando o cheiro fresco a maresia, na alvorada), às serras de Gavinhos e da Atalhada ver os moinhos de vento. Em Gavinhos apanhei uma flor de urze, cor de violeta, para ela; selvagem e dura como a terra onde floriu, mas bela. Da Serra da Atalhada para poente quase se avistava o mar na Figueira da Foz, vendo-se bem os arrozais do Baixo Mondego, para sul a Serra da Lousã encimada por inestéticas (mas, porventura, necessárias) torres de transmissão de rádio e televisão e, para nascente, a Serra da Estrela. E a promessa de que, no Natal, se não houver mais nenhuma contingência, lá estaremos para saborear as delícias da neve. Essa neve de cujo frio sinto saudades."

Ainda por cima o sr. foi à Praia da Barra!? Ai que até dói...

10.10.07

É oficial: está mais fresco

Tem havido algum agastamento entre os meus colegas de trabalho que dividem a cantina comigo na hora do pequeno almoço no que diz respeito à temperatura em Macau: “Hoje voltou a aquecer. Não! Nada disso, aliás hoje está mais fresco, até se esqueceram de diminuir o ar condicionado e já comecei a ouvir uns espirros...”. Tem sido mais ou menos isto as ultimas duas três semanas. Macau também não tem ajudado, de facto às vezes parecia estar mais fresco, mas depois davas 13 passos na rua e pronto já achavas que estava mais quente outra vez.

Mas hoje é oficial e unânime: Está mais fresco!

Eu até vim de casa ao trabalho sem sentir uma única vez o desconforto do calor. Não tive inclusive de apontar o ar condicionado do autocarro para a minha bela fronha. Deixaram de aparecer as toalhazinhas da moda e pude, hoje, finalmente, esperar o autocarro confortavelmente sentado dentro da paragem sem ser necessário refugiar-me na sombrinha da árvore da Praça de Camões.

Um bem haja ao inicio do Outono.
As temperaturas irão agora variar até final de Novembro entre os 25 e os 20ºC.

8.10.07

Oh bolas!

Este sou eu com a camisola "oficial"

O Heng Tai foi uma bela caminhada que terminou ontem. Perdemos 0-1, mas fiquei com a impressão que podíamos ter feito melhor. Senti que foi um dia não para quase todos e quando assim é as coisas ficam mais difíceis. Eu também podia ter chegado a horas e se calhar não tinha ficado no banco e talvez tivesse ajudado mais um pouco. Enfim... atrasei-me e o transito em Macau está a ficar deveras caótico. Tive que abandonar o autocarro a meio do percurso e fazer o aquecimento entre a Horta e Costa e o Campo da Escola D. Bosco... de chinelos e mochila às costas. Sacrifícios do futebol amador.

Olha, foi a minha primeira experiência no futebol Macaense e foi bastante agradável. Espero que não fique por aqui.

Boa semana.

5.10.07

Chiang Mai

Esta é uma pequena cidade no norte da Tailândia vocacionada para o turismo ao ar livre e de aventura.
O que dizer de CM? Há pouco para dizer, a grande vantagem é que tudo é tão barato e tão acessível que se torna apetecível para o turista. A cidade não tem nada que outra cidade não tenha, não tem paisagens únicas, templos imensos ou actividades que só ali se podem fazer, no entanto leva milhares de turistas até lá. Na minha opinião o que realmente destaca Chian Mai é, uma vez mais, o povo e a cultura Tailandesa, que de facto fascina e seduz, e os preços baixos e a qualidade acima da média por estas bandas. É incrível jantar ou almoçar em média por cerca de 4€ duas pessoas e em todos as vezes incluindo sumo de fruta natural ou coca cola. O mais incrível ainda é que não é só o que é tailandês que é barato, no ultimo dia fomos jantar a uma pizzaria (com pizzas das melhores que comi por estas bandas) e o menu foi o seguinte: pão de alho como entrada, uma pizza parma ham, uma lasagne, uma sprite, uma água mineral e como sobremesa um pratinho de profiteroles e digestivo um brandy. Tudo isto foi 205BTH, não chegou a 5€. Na Europa um copo de brandy deve andar a rondar os 4€... Isto é só um exemplo, há outros, alugar 24H uma moto de 125cc custou 200BTH, mais ou menos o preço de um bilhete de cinema à 2ª feira em Portugal. Digam lá se não vos apetece lá ir?

Mas não pensem que se cá vierem vão gastar pouco! O problema é que sendo tão barato dá-nos na moina para comprar tudo o que se vê e fazer tudo o que nos apetece. Desde massagens diárias, trekkings, alugar motas, comprar artesanato que depois não deixam levar para dentro do avião e têm que fazer check in daquilo e chega a Macau meio torcido :) e etc.

Bom, vamos ao resumo das férias, desde piscina no hotel, a compras no night bazar, a viagens de alguns km em cima de 2 rodas à procura de mais artesanato passando por caminhadas nos montes, banhos em cascatas e dormidas em cima de bambu, foram 4 dias muito bem passados, diferentes, saudáveis e de aventura!

Não sei se vou voltar, mas a quem tiver tempo livre recomendo.

P.S: as fotos no sitio do costume.

4.10.07

O skill da foquinha

Futebol espectáculo ou futebol de recreio?



Engraçado o futebol. Acho que só mesmo neste desporto é possível inventar habilidades que são capazes de levar os adversários à loucura e os adeptos à alegria.
Por este andar qualquer dia têm que inventar uma regra qualquer para limitar estes malabarismos.
Ao que parece o jogador que pontapeia Kerlon levou 5 jogos de castigo. Para já o malabarismo vai valendo.

Singapura

Foram 3 noites e dois dias. Passou muito rápido e foi uma pena não ficar mais tempo para explorar. Ficámos positivamente impressionados.
É uma cidade moderna, organizada, planeada, limpa e segura. O que é preciso mais? Aparentemente mais nada. Ou pelo menos mais nada de muito relevante. Faz lembrar a Europa, o que sinceramente é óptimo para quem está cansado do “caos típico” da China, é espaçosa, é verde, o ar é fresco e as pessoas são mais alegres.
Bom e sobre a viagem? A viagem começou com imprevistos e dos bons! Não sei se terá sido do sono – eram 4am – ou da minha típica distracção mas trouxemos do aeroporto a mala errada, eram iguais mas não pesavam o mesmo nem tinham o autocolante de segurança no mesmo sitio e nem isso me fez hesitar. Já com o check in feito e a porta do quarto fechada toca de ir à mala que estava inesperadamente fechada a cadeado – “Patrícia! Trouxemos a mala errada!”. Regressámos ao aeroporto. Felizmente os donos da mala igual à nossa não eram tão distraídos quanto eu. Situação resolvida! Uffa. Resultado: como vos tinha escrito no remate sobre esta viagem os táxis são caros e é que são mesmo. Com estas 3 viagens de aeroporto-hotel estoirou-se cerca de 20% - em duas horas - do orçamento estimado para os dias em Singapura. O que vale é que no fim até pareceu dinheiro bem empregue, afinal recuperámos a mala facilmente. Outro resultado foi só adormecer por volta das 6h da manhã. O turismo começou por volta das 13h desse dia.
O que vimos? Começámos por China Town, até porque o nosso hotel se situava nessa zona, é um bairro muito giro, com edifícios de 2/3 andares, limpinhos, arrumadinhos e de tipo colonial.

Muito bonito. Dá gosto passear por lá. Depois fomos a Little Índia, também muito engraçado.

Ainda deu tempo para passar pela Malay Village, esta mais pobre e menos bonita.

Com isto fez-se noite e fomos até ao Night Safari, uma espécie de zoo nocturno e com incidência especial para animais nocturnos. Valeu bem a pena.

Está bem conseguido e simula bem um verdadeiro safari, tem vários tracks para fazer a pé e um maior para fazer de tram. Deste safari há poucas fotos, não se podiam tirar fotos com flash pois os desgraçados dos animais podiam cegar.
No segundo dia fomos para a zona financeira logo de manhã e de tarde para a Ilha Sentosa. A ilha é uma espécie de resort turístico e até está agradavelmente bem conseguido mas não é nada de extraordinário, no entanto é um espaço muito agradável, quer para passear, para bater umas bolas, jogar um voleibol ou uma futebolada na areia.

As praias em si não são más, mas os barcos e navios que passam constantemente em frente não ajudam. À noite, uma paragem obrigatória e recomendada à zona de bares e restaurantes em Clark Quay e Boat Quay. Zona muito bem frequentada, muito agradável, lindíssima e os edifícios uma mistura entre o moderno e o clássico.

Atenção que nesta zona os estabelecimentos cobram uma taxa extra à típica gorjeta ou service charge, designada pela sigla GQS, o Good Quality Service. Estes tipos de Singapura pensam em tudo!
Defeitos? Deve ter, mas daqueles escandalosos não vimos. É de todas as cidades asiáticas que visitei a mais bem conseguida e bem sucedida na qualidade de vida que apresenta para os seus habitantes.

As fotos aqui.
Quero voltar!

25.9.07

O Sabor da Melancia

A contar os minutos para ir dar mais uma voltinha. Desta vez vamos até Singapura e depois para Chiang mai – na Tailândia. Acho que nunca tive tanto tempo sem ir a lado nenhum desde que estou em Macau – tirando a ida a Hong Kong no aniversário da Teixeirinha – e de facto já começo a sofrer de tédio crónico aos fins de semana. Por falar nisso, preciso de reinventar os fins de semana em Macau! Ou antes, em Macau e fora dele, vou começar a olhar para Zhuhai como ponto de fuga.
Aos leitores de Macau, amigos e companheiros aconselho a visita a este site para explorarem as noticias e etc... e depois clickarem no lado direito em travelling e depois explorar as cidades da província de Guangdong e, devido à proximidade, não esquecer Zhuhai, até porque parece que tem 146 ilhas e a Golden Beach está à distância de uma viagem no autocarro 201. Não sei se será mesmo Gold, mas se for mais valiosa que o cobre, para mim – que estou em Macau – já está muito bom!

Em relação à Melancia: em primeiro aqui é óptima! Aliás muito boa.
Depois é o filme que terão que ir ver ao King Triplex em Lisboa para assistir ao China, China, uma curta metragem que fala um pouco da comunidade chinesa em Portugal e que antecede o filme O Sabor da Melancia. Este último é do Tsai Ming-Liang e chama a si a seguinte frase: “Uma comédia picante e suculenta”. Parece-me bem. Destaco que ganhou um urso nos prémios de cinema de Berlim. O China, China é de João Mata e João Rodrigues. Aproveitem e depois contem como foi. Não estão cansados de cinema de Hollywood?

Visto que este blog vai ficar inactivo durante uns 7 dias, isto se o leftwinger não rematar uma ou outra vez, aconselho-vos a ir ao cinema ver estes magnificos filmes do oriente e sobre o oriente.

Até breve!

22.9.07

Pronto...

Andei a uns dias a bloquear esta "ideia" na minha cabeça... mas decidi encarar!
Oh amigo, ora essa agora, não era preciso pedir desculpa. Escusavas era de marcar o golo!


Bandido!

21.9.07

Sem ideias... ou não!

Epá... como estou sem ideias para escrever lembrei-me que era giro colocar aqui um texto que li num jornal local (Hoje). Por acaso até encaixa bem no blog, pois fala de trânsito (como eu gosto de falar nisto) e ainda por cima entra bem aqui e nesta altura, dando seguimento ao desafio que me coloquei, em falar um pouco da China, referindo comportamentos do povo chinês e de Macau. Ora vamos lá a ele.

O repouso do carro
Foi com alívio que à saída de Portugal deixei as chaves do carro para trás.
Em Macau para que preciso eu de carro se é tudo é tão perto?! Mesmo morando na Taipa, em menos de um suspiro estou em Macau e com dois ou três chego à ilha de minha eleição, Coloane, o mais acolhedor dos lugares. Qual não foi o meu espanto, logo à saída do Jetfoil, quando estive mais de muito tempo dentro de um táxi, porque os carros corriam por todos os lados e em todas as direcções.
É claro que esta imensa quantidade de tubos de escape em todos os milímetros de rua tem uma explicação. O carro é uma máquina de assinatura ocidental, que dá muito conforto a curto prazo e uma série de doenças a longo; o que parte dos chineses ignora. Além do mais, o carro é na China reformista e, como tal, para a população chinesa de Macau, um manifesto palpável da rejeição do Maoísmo. Com esta máquina acabaram-se as Longas Marchas e os feitos heróicos e absolutamente desmedidos que Mao impunha com as suas ideias mirabolantes e tantas vezes simplistas, que se reflectiam, por exemplo, no uso das bicicletas; mas também em provérbios como Yugong remove montanhas. Relembremos um pouco da imagética filosófica que conduziu em extremo à Revolução Cultural. Havia um velho, já muito velhinho, cujo caminho era bloqueado por duas grandes montanhas. Ele então teve a ideia de as remover, sem máquinas, apenas com ajuda dos filhos e de uns instrumentos rudimentares como pás e baldes. Um outro velho, de nome Sábio, que era seu vizinho, riu-se daquilo que lhe parecia um esforço absurdo. Yugong, o Velho Tonto, que com a ajuda da família ia removendo pacientemente os obstáculos, respondeu ao desafio do Sábio com as seguintes palavras: “Por que troças? Quando eu morrer, hão-de ficar os meus filhos e netos para prosseguirem a minha obra; por fim venceremos, porque as montanhas não crescem, mas a minha descendência não pára de aumentar”. Mao, como já disse, aproveitou-se deste provérbio para pedir esforços fantásticos a um povo, que, montado nas suas bicicletas, via, de dia para dia, as suas condições de vida a deteriorarem-se. É então mais do que natural que os chineses torçam o nariz se lhes propusermos trocar os seus cómodos e, em tantos casos, faustosos veículos, por bicicletas; nas suas cabeças não passamos de maoístas disfarçados, ou seja, gente cheia de ideias que não funcionam na prática. Porém, não é menos verdade que os chineses são um povo extremamente inteligente e até influenciável, como não escapou a Ferreira de Castro quando andou por estas bandas. Diz-nos ele: “O chinês dificilmente se exalta. Calmo, tolerante, resignado, os seus bairros desconhecem a desordem. Influenciável, ele pode ir até às maiores aberrações, mas vai, também, frequentemente, às mais nobres atitudes. (Macau e a China, Câmara Municipal das Ilhas Provisória, p. 35)
Penso como o Ferreira de Castro, por isso não considero tão difícil assim pedir aos chineses, não que abandonem, mas que reduzam a utilização das suas vistosas máquinas. Por um lado, se eles são influenciáveis, basta que nos vejam andar mais a pé; por outro, como são muitíssimo inteligentes e afectivos é preciso encontrar um bom argumento que explique os benefícios de deixar mais tempo os carros a repousarem nas garagens. Querem um argumento infalível? Pois aqui está um: sabendo do amor que os descendentes do Dragão nutrem pela família, e em tempo de controlo de natalidade, pelos poucos filhos que têm, há que lembrar-lhes que devem deixar uma terra onde os seus descendentes possam prosperar sem grandes problemas de saúde e, no limite, até sobreviver. Isto basta para os convencer. E quanto a nós, sinceramente, ó compatriotas, estamos dispostos ao esforço de largar um pouco do nosso conforto em troca de uma melhoria evidente no ambiente e na saúde? É mesmo preciso levar o carro ao supermercado? Para quê? Para o trazermos a transbordar de bens supérfluos? Se formos às compras a pé, trazemos bastante menos para casa, no máximo um saco ou dois, e assim habituamo-nos apenas a comprar o essencial; além disso, reduzimos inevitavelmente as idas ao ginásio, porque passamos a fazer muito mais exercício; por fim, acostumamo-nos a um tempo lento, porque a pé fazemos tudo mais devagar, o que tem como primeiríssima vantagem uma reaproximação à natureza; tal só fará bem a muitos de nós, que já esqueceram os diálogos com os nossos irmãos naturais. Há quanto tempo não vemos o voo de um pássaro ou as correrias tontas de uma barata? Quem ainda consegue ler no aparecimento das libelinhas a mudança de tempo?
Em terra chinesa, é tempo de recuperar a filosofia do meio tão apregoada ao longo dos tempos através da releitura do clássico confuciano, a Doutrina do Meio, que a tradição atribui a um neto de Confúcio, Sizi; mas que nós hoje sabemos ser o fruto do trabalho de um discípulo posterior que viveu durante a dinastia Han. Se seguirmos a filosofia do meio, nada faremos em excesso; logo deixamos as chaves deste cómodo meio de transporte em casa várias vezes por dia, dando provas de maturidade civilizacional, de civismo e, sobretudo, de um respeito profundo pelas gerações vindouras. Eu gostava que os meus netos pudessem visitar Macau e, quem sabe, até que viessem viver para cá, mas na condição de ter uma terra ainda verde e bonita para lhes oferecer.

Por: Ana Cristina Alves em Hoje

P.S: Bom fim de semana e não se esqueçam de deixar o carro na garagem!

19.9.07

Coisas que devemos saber: O domínio Japonês e o Kuomintang


Aqui está o meu primeiro remate sobre a história recente da China. Relembro que não tenciono descrever com precisão acontecimentos históricos mas apenas passar algumas das coisas que li, que fixei e que me ajudam a perceber - ou pelo menos a defender - este povo.

Nota: Todos as citações foram retiradas do livro Cisnes Selvagens.

Antes do Kuomintang (KTC) ser “reconhecido” como o novo governo central da China, esta esteve em guerra e depois sobre o domínio Japonês entre 1937 a 1945. O Japão não queria conquistar a imensa China, antes criar pequenas regiões que defendessem os seus interesses na Ásia continental e, para o efeito, estabeleceu pequenos estados com governos locais japoneses. O pior foi a falta de ética e de humanismo destes governadores, durante anos a maioria do povo chinês foi alvo de descriminação, de injustiças e actos desumanos. Excertos e exemplos de atrocidades do livro Cisnes Selvagens: “Como parte da sua educação, a minha mãe e as outras crianças tinham de assistir a noticiários cinematográficos que descreviam as vitórias do Japão na guerra. Longe de se envergonharem com a brutalidade de que davam mostras, os Japoneses elogiavam-na como uma boa maneira de inculcar o medo. Os filmes mostravam os soldados a cortar pessoas ao meio e prisioneiros amarrados a postes e destroçados à dentada por cães ferozes... Os japoneses vigiavam atentamente as rapariguinhas para impedi-las de fechar os olhos ou meter lenços na a boca a fim de abafar os gritos. Muitos anos depois a minha mãe ainda tinha pesadelos... Durante 1942... os Japoneses começaram a sentir falta de mão-de-obra. Toda a turma da minha mãe foi requisita para trabalhar na fábrica de têxteis, tal como as crianças japonesas. As crianças chinesas tinham que caminhar cerca de 6 km todos os dias; as japonesas iam de camião. As chinesas comiam uma sopa rala feita de milho bolorento com lagartas mortas a nadar à superfície; as japonesas levavam almoços empacotados, com carne, legumes e fruta.”
Claro, e tendo em conta que não foi há muito tempo, existe uma mágoa ainda fresca entre estes dois povos emblemáticos da Ásia.
Em 1945 o Japão deu-se como vencido e o KTC assumiu a liderança passado alguns meses. Nesta transição de poder muitos líderes japoneses e suas famílias foram torturadas e assassinadas - “As crianças chinesas vingaram-se dos seus professores japoneses e espancaram-nos selvaticamente... Os saques, as violações e as mortes continuaram durante oito dias após a rendição dos japoneses...”.

Passou-se 4 meses até que o Kuomintang “unificou” a China, no entanto guerras internas aconteciam por todo o lado entre os senhores da guerra. Por esta altura regressou também a guerra civil, entre o KTC e os Comunistas, os Comunistas refugiaram-se nos campos - ”Cercar as cidades com os nossos campos, e com o tempo, tomar as cidades - dizia o líder dos comunistas Mao Zedong ”, tentando controlar toda a produção agrícola , enquanto o KTC imperava nas cidades. Durante algum tempo o KTC foi a esperança para o povo chinês, mas depressa se tornou corrupto, desleixado e os seus líderes, uma vez mais, desprezavam o povo - "Se alguém tinha a pouca sorte de ofender o Kuomintang, o mais provável era ser acusado de comunista, o que as mais das vezes significava prisão, e frequentemente tortura". A inflação crescia desmesuradamente, bastavam horas, não havia negócio ou dinheiro que valesse e a comida começou a escassear nas cidades – “porém havia um negócio que ia de vento em poupa: a venda de raparigas para bordéis e para servirem de criadas-escravas nas casas dos homens ricos. Durante dias seguidos a minha mãe encontrou à saída da escola uma mulher esquelética, de ar desesperado e vestida de farrapos, caída no solo gelado. Ao lado dela estava uma menina com cerca de 10 anos, ostentava no rosto uma expressão de miséria apática. Num pau que lhe saía das costas... tinha escrita a frase: Filha à venda por 10 kilos de arroz”.
Com isto, os Comunistas começavam a ganhar força, recrutando jovens e pessoal instruído cada vez com mais facilidade.

Se calhar, importa dizer que o Kuomintang (ou Partido Nacionalista) na altura refugiou-se em Taiwan, governando-a em formato de partido único até 1991.

p.s: hoje estreia-se o Sporting na Champions de 2007/2008. Força!

18.9.07

Mais uma!

Bom as coisas estão a correr bem.
Como vos disse, ficámos em primeiro do grupo e ontem disputámos o primeiro jogo em formato “mata-mata”. Ninguém sabe muito bem, mas ao que parece este foi o jogo dos trinta e dois avos(!?), como ganhámos estamos nos dezasseis avos. Faltam apenas 5 (!!) jogos para a final.
O jogo de ontem começou equilibrado, as duas equipas entraram bem, ambas a estudarem-se uma à outra. Mas com o passar do tempo o Heng Tai impôs o ritmo de jogo que pretendia, fazendo circulação e mantendo a posse a bola. As oportunidades de golo surgiram com naturalidade, no entanto nenhuma foi concretizada e o jogo foi empatado para o intervalo. O inicio da 2ª parte veio dar continuidade à superioridade técnica e física do Heng Tai, nesta altura do jogo o adversário dificilmente passava do meio campo com a bola controlada. O golo apareceu numa recarga a um livre exemplarmente marcado. A recarga fui eu que a fiz. Portanto as coisas até me correm bem, 3 jogos 5 golos. Nos minutos finais sofremos um pouco, o chuveirinho do adversário ainda causou uma outra aflição. Mas a vitória ficou do nosso lado.

Entretanto tive uma noticia menos boa, o próximo jogo é dia 27/09, ou seja, estarei pelas bandas de Singapura. Resta-me torcer pelos camaradas para ver se faço mais ou outro joguito, quando regressar.

P.S: Hoje começa a liga dos campeões 2007/2008, boa sorte FCP e SLB!

14.9.07

Porto Côvo

Não foi há muito tempo. Há pouco mais de um ano estavam lá três gandulos a pensar na vida, a aproveitar o sol, a jogar raquetes e a falar de futebol. Uns ensinavam como se fazia, outros recebiam cervejas pré-pagas e não as bebiam, tudo malta com talento.
Os pequenos-almoços eram fabulosos, nas pastelaria do Marquês, as tardes eram na praia grande e as noites no 31... Lembro-me bem. Já se falava na viagem à russia e no que mais traria o Verão, Mundial de Futebol, pois claro. Belo Verão esse, agora que penso nisso. Havia um sentimento de transição, algo que não se explicava mas que se sentia. Talvez o último Verão de uma era, de uma fase em que dormir na tenda com dois amigos não era mau nem bom, tinha de ser e não custava nada.


Voltar a Porto Côvo fará sempre lembrar aquele Verão, mas nunca será pior. Desta vez a magia foi outra...

Scolari e os Preguiçosos

Sei que ele esteve mal. Quando se agride alguém, é para agredir não é cá para fazer que chega e não chega a lado nenhum. As consequência são parecidas, por isso acho que devia ter acertado, mas pronto, o mister também já não vai para novo e estas coisas deixam de ser fáceis.

Chegou o momento tão esperado por tantos que tentam deitar por água os méritos do Mister Scolari. Três empates consecutivos, dois em casa, apuramento para o Euro 2008 com contas complicadas e cabeça perdida. Está mesmo a pedi-las!

Não sei se terá chegado o momento do adeus, não me parece, até porque mudar o homem do leme quando faltam apenas 4 jogos para finalizar esta fase, não é de facto boa ideia. Ainda para mais com 4 jogos mais que acessíveis. Mesmo de cabeça perdida, com opções técnico-tácticas duvidosas e jogadores preguiçosos, Portugal tem mais do que condições para contar 4 vitórias nesses derradeiros desafios. E garantir facilmente o apuramento.

Em relação ao trabalho que Scolari tem realizado na selecção nacional, para mim tem sido Muito Bom +. Só falhou mesmo na Final do Euro 2004, sniff. Muito Bom + por tudo o que a selecção tem conseguido alcançar, tanto em resultados desportivos como estabilidade interna e imagem de coesão para o exterior. Podemos excluir a passagem de Couceiro pelos sub21, pelo que se diz não foi escolha dele e aparentemente nem consultado foi...

Dou ainda mais valor ao seu trabalho por ter pegado numa equipa que estava a acabar. Vinha de uma fase final do Mundial da Coreia-Japão vergonhosa, com o Figo – o líder – em rotura com o povo português, com a geração de ouro nas ultimas e aparentemente sem jogadores que pudessem substituir os “dourados” que tanto tinham prometido. Até o pequeno génio tinha sido “expulso” da equipa das quinas.Fez uma transição tranquila, manteve quem era de manter e tirou quem tinha de tirar. Passados 2 anos tinha uma das melhores selecções da Europa! Passados outros 2 anos foi até às meias finais de um campeonato de mundo. Passado um ano está em maus lençóis.

Neste tempo que passou apenas houve uma grande mudança, foi a saída definitiva de Figo. Serão, estes resultados, uma consequência de falta de líder em campo? Eu acho que é! Claro que não se jogou bem, mas estava-se a ganhar e não se pode sofrer golos assim.

Nuno Gomes não pode ser capitão – e obviamente não é um líder – de nenhuma equipa! Muito menos de uma selecção. Cristiano Ronaldo tem 22 anos, a braçadeira assenta-lhe bem, mas ainda falta experiência. De todos, ainda vejo Jorge Andrade como capitão, mas neste caso, Scolari, estranhamente, decidiu tirá-lo da equipa... para meter aquele bruta montes do Bruno Alves... enfim...
Parece-me a mim, reside aqui a chave da falta de fortuna desta equipa nos últimos jogos.
Isso ou o minuto 87 está para nós como o 4 está para os chineses.

Bom fim de semana.

12.9.07

Coisas que devemos saber

Nota: Durante os dias ou semanas que se seguem irei tentar escrever com alguma regularidade sobre a China, ou antes, sobre a sua história. Visto isto dar um remate enorme vou dividir em vários. Hoje começo pela introdução.

Confesso que tenho-me interessado pela história recente chinesa. Ajudou-me, por um lado, a passar as tardes na piscina e, por outro, a tolerar e a compreender as diferenças.

Vou aqui narrar alguns acontecimentos, destacar pessoas e, talvez, entidades que fixei quando li sobre elas e que – julgo – marcaram a China e o povo de hoje.

Vou utilizar como auxilio o livro “Cisnes Selvagens” de Jung Chang, postando aqui alguns excertos. Aconselho a todos este fantástico livro. Conta a história de vida de três mulheres chinesas – mãe, filha e neta – contada na primeira pessoa, pela neta. Tem relatos incríveis sobre a miséria humana, o amor e as crenças politicas, sobre o controlo e a manipulação que um “deus” – que nunca existiu – conseguiu exercer sobre o seu povo usando apenas o próprio povo.
Abro já a porta há possível utilização de outras fontes de auxilio, ok?

Sei que já vos falei de algumas diferenças comportamentais que me incomodam no dia a dia, que vão cansando a quem não percebe e não alinha nesse proceder, mas, para mim, tudo isso tem uma causa – a teoria da causa e efeito – e acho que vos vou conseguir passar essa ideia. Vou, sempre que possível, juntar aos factos históricos, para além da história de Jung Chan e da sua família, a minha própria experiência por terras do Oriente.

Este é o desafio que lanço a mim e a a vocês, amigos, colegas e estranhos que por aqui passam.

Prognóstico: O próximo remate deverá ser sobre o Kuomintang.

P.S: Espero que isto passe da ideia ao remate.
P.S II: E, como hoje jogo eu e joga a selecção, boa sorte aos intervenientes lusos!

10.9.07

Heng Tai


Estádio cheio, relvado em perfeitas condições, temperatura ideal para a prática desportiva e os intervenientes; o que dizer dos intervenientes? Artistas de primeira!

Se calhar estou exagerar, não é bem um estádio, é um campo com bancada, daquelas pequenas e também não estava bem cheia, estava vá... como dizer, vazia, com cerca de duas ou três dezenas de teimosos espectadores. Em relação aos artistas também não eram de primeira, digamos que somos da Segunda A.

O importante é que ontem foi a minha estreia no campeonato de bolinha da Macau. Bolinha é o campeonato de Macau de futebol de 7. A equipa onde estou – Heng Tai - já se tinha estreado, por altura do aniversário da Teixeirinha, e como fomos a Hong Kong tive que faltar à jornada inaugural. Importa dizer que esse jogo ficou 0-0.

É bom voltar a jogar “a sério”, desde os 17 anos que não o fazia, 10 anos passaram. Bolas que tou velho! Sentir o friozinho no estômago, a alarido no balneário, a ida para o aquecimento, as palavras do treinador, o anuncio dos titulares, o primeiro toque na bola, o primeiro apito do árbitro, a primeira falta, ah... belos tempo. Que voltaram; de outra forma, mas voltaram.

O Roma foi o anfitrião da minha estreia. Obrigado Roma. Obrigado também pelo espaço que me deram para ajudar o Heng Tai a ganhar por 6-0, contribuindo com 3 golos e uma assistência. Confesso que, de momento, apresento uma taxa de basófia um bocado elevada.

Estamos neste momento, em primeiro lugar do grupo (de 4 equipas) em simultâneo com outra equipa - que não sei dizer o nome – que iremos jogar daqui a 3 dias. Parece-me que será um jogo com menos espaço, mais equilibrado e com menos golos. Se ganharmos ficaremos em 1º e avançamos para as eliminatórias.
Boa semana!

8.9.07

Aviso à comunidade

portuguesa - e não só - em Macau.

"Twenty-five people have contracted dengue fever in the last two weeks in Zhuhai City, Guangdong Province, the city's vice mayor Deng Qunfang said yesterday.
The dengue outbreak was found in three areas of the city. Health authorities have also detected 16 other suspected cases since August 22.
Deng attributed the outbreak to rainy weather but said the outbreak had been brought under control.
Zhuhai set up an emergency headquarters to fight the disease on Wednesday and has launched a mass campaign to clean up the city and kill mosquitoes."

P.S: Força Portugal!

7.9.07

Chave de ouro

Vou fechar a semana com a chave indicada.

Como disse ando com saudades de casa. Para me enterrar ainda mais na miséria da saudade, nada como Portugal estar a subir nalgumas coisas no ranking Europeu. Mas ainda bem!
Vejamos.

Portugal subiu 41 posições no e-Government. Na Europa está apenas atrás do Reino Unido. E para o UK estar na frente... humm cheira-me a esturro.

Melhorou também 3 posições nos serviços públicos, ultrapassando a vizinha Espanha – toma que já almoçaste!

Ao que parece o grande responsável por esta melhoria dos serviços é o Plano Tecnológico. Nunca duvidei, apenas pecou por tardio.
Bem haja a quem avançou com isto. Podiam também era avançar com a votação on-line, para mim era óptimo e para a contagem dos votos então...

Ao que parece agora até se pode pedir o registo de propriedade de um automóvel on-line ou até encomendar medicamentos que não precisam de receita.
Será que enviam para Macau?

E comprar livros escolares pela Internet? Ah pois é: A Webboom da Porto Editora - quinto site de comércio electrónico mais visto pelos portugueses nos primeiros seis meses do ano, de acordo com a Marktest - só no mês de Agosto recebeu 15 mil encomendas, o que corresponde a 110 mil livros. Os números disponibilizados pela empresa ao TeK revelam um aumento nas vendas do canal online superior a 50 por cento.

É o que eu digo, só falta mesmo votar on-line.

Agora a sério, já estou recuperado das saudades. Está tudo bem comigo, agora só choro 47 vezes por dia.

Bom fim de semana.

4.9.07

Saudades

Não sei o que se passa!

Ando carregadinho de saudades. De tudo e todos. Das pequenas e grandes coisas. Das rotinas e dos imprevistos. Do doce da casa e do salgado do mar. Do fresco da noite e do calor do dia. Dos amigos e das amigas. Dos amendoins e do robalinho. Da Damaia e de Cascais. Do palpável e do imaterial. Do meu carro e dos passeios a pé. Da publicidade e da telenovela da noite. Do Cascaishopping e da Serra de Sintra. Da Becas e da buzina dos bombeiros. Da Praia da Barra e das nortadas à tarde. Do convívio nas primas e dos domingos de sportv. Enfim... daquilo a que o emigrante chama de “Portugal”.

Portugal significa muito mais que um País, que uma região, que a família, que os amigos, que o clima, que a comida, é tudo e não é nada. É a nossa casa.

Bom resto de semana. E já agora, as melhoras para mim.

31.8.07

Em grande

O presidente do Belenenses, Cabral Ferreira, depois de saber que terá como adversário na eliminatória da taça UEFA o gigante Bayern de Munique:

"Que desafio melhor podíamos ter para superar. Ninguém queria o Bayern. Nós estamos preparados para tudo. Vamos jogar agora com o Bayern e vamos ver quem nos calha a seguir."

Boas noticias!

Pelo menos para mim e para a Patrícia. Vamos ser pais. Tou a brincar, vamos de férias.

Se não perdermos o avião, no dia 25 de Setembro, bem à noitinha, arrancamos para Singapura, ficamos por lá, com estadia no Bairro Chinês, três noites e dois dias. Abre parênteses, a partir de hoje sempre que der uma voltinha coloco aqui os nomes e links dos hotéis, hostels ou guesthouses, das companhias aéreas e ainda, se valer a pena, um link para um site de turismo local ou assim. Isto para os caros leitores, que pretendem cá vir um dia ver o vosso velho amigo e aproveitar para passear, comecem já a fazer planos e a ter uma ideia do que práqui vai, fecha parênteses. Depois voamos com destino a Chiang mai, onde ficamos 4 noites e 4 dias. Totaliza um total de 7 dias e 7 noites.Para os mais distraídos e que se armam em parvos, sim, é mesmo isso, totaliza um total.
De Macau para Singapura viajamos nesta companhia, a mesma que não esperou por nós quando tínhamos como destino Manila nas Filipinas. Não guardamos rancor. Como vos disse, em Singapura vamos ficar em China Town, no Hotel Royal Peacock, diz que a zona é bem gira e que o hotel é só mais ou menos. Singapura é cara e tem pouca ou nenhuma oferta com boa relação qualidade/preço. Fiquei aborrecido! Mas o importante é que a localização é boa, porque os transportes por lá também não são baratos. Aqui, vamos andar por lá, ver os bairros (quase temáticos) desde o little índia ao malaio passando pelo chinês, somos capazes de ir à ilha ver se a praia vale a pena, passear à noite e vá lá comprar uma t-shirt e um baralho de cartas.
De Singapura para Chiang mai vamos novamente nesta companhia.
Em Chiang mai vamos ficar num hotel que sim sra! Para o preço. Tailândia deve ser dos sítios mais baratos da Ásia que apresentam “boa” qualidade em quase tudo, no artesanato, na alimentação, na hotelaria e por aí fora. O dito chama-se Baan tai Hotel, não é muito central, não sita na zona da cidade velha (quadrado que se vê no mapa quando clickam aí no link), mas os reviews eram muito bons e o hotel parece muito simpático e com ambiente Thai. Para além disso costuma ser fácil e barato apanhar tuk tuks. Chiang mai fica no norte da Tailândia, o tipo de turismo é à base de eco-turismo, caminhadas pela selva, BTT, elefantes, rafting e por aí fora. Irei também, com certeza, comprar um baralho de cartas. Depois mostro as fotos e conto as aventuras.
O regresso será através da companhia AirAsia. Temos antes de fazer uma passagem por Bangkok - vou ver se revejo o meu amiga - pois não existem voos directos de Chiang mai para Macau, no entanto ambos os voos são por esta companhia. Para os mais distraídos e que se armam em parvos, sim, é isso mesmo, meu amiga.

Agora sim, bom fim de semana.
Ass: o contentinho.

30.8.07

Democracia

Tanto por cá como por Hong Kong tem-se discutido e falado se será – ou quando será - a altura certa para avançar para uma democracia total.

Na minha opinião, mais importante que os políticos estarem prontos, é se o povo estará. Se tem consciência dos seus deveres e direitos. Se sabe o que esperar e exigir do governo, dos “outros” e de si mesmo.

Vou-vos dar um exemplo que talvez mostre em que “estado” estamos. Noutro dia estava a falar com uma amiga chinesa, que fez a licenciatura na Austrália, e por acaso utilizei a palavra Anarchy - estávamos a falar de uma empresa em que não havia um líder ou, antes, um chefe - e eu tentei explicar o que era, dizendo que havia falta de uma hierarquia, que todos estavam ao mesmo nível, todos eram colegas e que as coisas iam funcionando porque as pessoas se “ajudavam”, sendo o relacionamento pessoal o factor de “responsabilização”, enfim... não havia quem coordenasse e estabelecesse a ordem das "coisas".
Não me estava a conseguir explicar, ela não conhecia a palavra anarquia. Depois de ter dito a seguinte frase, já em acto de desespero: “it’s like everyone can do whatever he wants, without rules and responsibilities”, ela dispara: “Ah... Democracy!”

Um abraço.
Bom fim de semana!

29.8.07

Pronto... já abriu

A partir de hoje Macau é um novo Macau. Digo eu. Será melhor? Não sei. Mas espero que sim. Diz, os intelectuais de cá, que é o maior acontecimento desde 26/12/2006, o dia da minha empolgante chegada.

Ontem abriu o maior casino do Mundo – The Venetian Macau.
Já voz falei demasiadas vezes sobre este pequeno bicho, falei aqui. No entanto, avinagra-me que parece não ser suficiente para vocês, os que estão longe, perceberem, imaginarem, conceberem, esboçarem, pronto já chega, a dimensão deste resort. Não só espacial, mas principalmente. O facto de ter a maior sala de convenções da Ásia já significa que nos próximos dois anos a sala esteja full booked com uma média de exposições e feiras de duas em duas semanas. Para Macau isso traz outro tipo de turismo e outro tipo de lazer. Ai que bom!
Ah e diz que vai ter uma loja de roupa da... bolas, não posso dizer o nome... heee... chamemos de Massimo Dutti.
Os planos do Venetian são muitos, por exemplo trazer campeonatos do mundo de tudo e mais umas botas, inventos únicos e promocionais, como o jogo entre Pete Sampras e Ferrero – que esgotou numa tarde e irá acontecer em Novembro -, jogos da NBA, lutas de boxe e por aí fora. Imaginem a malta, em Macau, a ver um jogo entre duas equipas da NBA?! Ah pois era...
Bom, mas falando de outra curiosidade deste senhor casino. Relembro que Macau tem cerca de 500.000 habitantes. O resort está localizado na zona do Cotai, uma área que pertencia ao mar, esta zona, desde ontem que nunca mais conhecerá a noite – enfim, tirando um ou outro improvável apagão – é que o Venetian consome em energia eléctrica o equivalente a 300.000 lares. Não é a 300.000 pessoas, é lares. Fonte: jornal local. Felizmente não o vejo da janela lá de casa.

“Um abraço deste que tanto voz quer”

28.8.07

Festarolas e aniversários

O final de Julho e este mês de Agosto tem sido cá um rodopio de festarolas e aniversários que nem vos conto. Conto, conto!
Esta semana que passou foi a vez da Rita e da Ana. Parabéns às duas!
Aqui fica a foto reportagem.

No jantar da Rita na casa da Mariana e do Zé.

No jantar da Ana no Cais 22.


e agora todas... com os olhinhos fechados :)

As coisas que eu vos ensino

Ghost Festival

Para quem não sabe, por aqui, alguns acreditam que eles andem aí nesta altura do ano. E não vá lhes dar a fome e começarem a comer a torto e a direito a malta coloca já aqui, no meio da rua, uns humildes banquetes.

É isto... pelas ruas de Macau tem-se visto muita comida nos passeios.

Estou a ser brincalhão mas sem malícia, cada um é livre para acreditar e fazer o que quer.

Para mim é apenas estranho ver a bela porcaria que ficam os passeios e pensar que assim as baratas têm a vida facilitada, por uns dias.

Sim, são bananas.

Ah... também já os vi a queimar dinheiro falso ou papel em forma de notas, deduzo que seja para trazer “sorte e fortuna”.

Boa semana.

22.8.07

Defesa

Nota1: este remate vem na sequência da carta do amigo K e outros...
Nota 2: Houve um apagão grandote em macau na 6ª feira que passou.


Desculpem... mas já visto a camisola.
Antes de mais trabalho na CEM.

É um facto que os apagões têm sido vários nos últimos 4 meses e que este último foi considerado um dos grandes, que a rede móvel é muito fraca, a fixa nem tanto, o cabo não conheço.
No entanto, discordo que a CEM preste um mau serviço. Com conhecimento de causa, sinto-me à vontade para dizer que a CEM tem uma excelente rede eléctrica e disponibiliza um dos melhores serviços, tanto em termos de falhas como recuperação delas. O calcanhar de “Aquiles” é a falta de geração própria, daí a dependência à China, mas esta decisão foi do governo por razões ambientais e estéticas. É um risco que se corre... mas não “nos” culpem por isso.

Neste último apagão, – e não foi uma desculpa – uma das principais fontes de energia eléctrica de Macau foi destruída, – e continua destruída – a linha área entre Macau e Nanping, no entanto a energia eléctrica foi restabelecida depois de 24 a 28 minutos. Não me parece que seja o fim do mundo... apesar de entre 30’000 a 40’000 pessoas terem sido afectadas. Neste caso, haverá algo a melhorar, e há sempre, por exemplo, fazer as ligações à China todas por cabos subterrâneos.

Em relação aos pequenos apagões que têm acontecido – para além de uma falha de energia em Macau ser sempre noticia! – as causas têm sido invariavelmente, ou pelo menos quase sempre, devido às obras – tantas! - que estão a ocorrer em Macau. Infelizmente por cá não existe – ou não se aplica - uma legislação que penalize os empreiteiros que cortam cabos eléctricos, fibras ópticas ou que rebentam com condutas de água. É lógico que também há avarias com a frequência “normal”, mas somadas a estes cortes as coisas ficam com outro aspecto. Devo ainda salientar que estes apagões são de escassos minutos, se houver corte de um cabo em Média ou Alta tensão, a CEM tem um tempo de recuperação entre 5 a 10 min, pois tem a rede toda protegida com N+1.

E os casinos? Bom, esses têm um tratamento especial, se houver um corte num cabo de Média Tensão que alimente a rede de PT’s de um casino a recuperação é imediata, como desligar e ligar um interruptor rapidamente, não sendo quase detectada a falha. Talvez apenas os equipamentos electrónicos como computadores e afins... Isto porque a rede de um casino é alimentada de forma redundante, por duas linhas e por duas subestações distintas. Mais, os casinos “pretendem” este serviço porque não confiam lá muito na resposta dos seus geradores, mais que não seja, porque arriscam-se a ficar parados anos até um dia serem mesmo necessários, e sabem como são os equipamentos mecânicos quando não são utilizados.

Ficava bem defender a companhia…
Um abraço.

21.8.07

Modas

Com a escrita do remate anterior lembrei-me das modas.
Há muitos tipos de moda.

Na infância lembro-me das modas que aconteciam várias vezes por ano, a moda do berlinde, do pião, do iô-iô, moda das meninas jogarem ao elástico, à cabra cega, ao e vai alho... Eram modas que começavam – ainda hoje deve acontecer isto - não sei bem como nem porquê.
Agora, crescido, suspeito que – algumas delas - eram as papelarias de referência que davam inicio à moda. Tenho a ideia exacta que mal começava a febre de uma determinada brincadeira a papelaria “central” já estava apinhada de artigos e, ainda por cima, colocados em locais que até o mais distraído – não estou a falar de mim – dos putos esbarrava nos objectos que “acalmavam” o estado febril. Verdade?
De todas as brincadeiras, a que mais aderi com dedicação foi mesmo os berlindes. O que eu gostava daquilo. Para os peões tinha pouco jeito e também me esforcei pouco, não sei se terá sido por achar que o peão era traiçoeiro, às vezes saía tão bem da corda, outras era lançado a uma velocidade louca á fronha de algum caixa de óculos ou gordinho – não sei porquê, era - sempre! - um destes dois géneros que apanhava com o malandro do peão. Iô-iô também gostava. Mas achava aquilo um bocado mais amaricado e por isso só jogava em casa. Os gajos dos iô-iôs também foram parvos, estragaram a “tecnologia” com as paneleirices que lhes colocaram. Anteriormente velozes e agressivos, passaram a ser luminosos, depois piscavam, davam musicas, uns faziam efeitos ao rodar, outros ainda tinham imagens dos little poneys... enfim... e que dizer... o nome também é... vá... como dizer isto... bastante... iô-iô... que é isto??!!

Lembro-me também das roupas. A primeira moda que me recordo com clareza é a dos heavys. Eu também fui um heavy. Andava de calças pretas, t-shirt dos Metallica, calções dos Sepultura e botas pretas. Mas eu era dos verdadeiros. Tinha – tenho – a discografia completa dessas bandas todas, Iron Maiden, ACDC, Pantera, Megadeth... mas havia aqueles que eram uns meninos, o mais pesado que ouviam era os Bon Jovi e de vez em quando os slows dos Guns n’Roses. Pior, porque do que gostavam mesmo era daquelas que cantavam “I saw the sign and it open up my Eyes, I saw the sign...”. Ah?!... eu sei a letra porque um primo de um amigo do meu primo andava sempre a cantar essa porcaria. Que meninas... aposto que brincavam ao iô-iô em publico!
Durante e depois desta fase, também tenho a fresca memória de andar com a cena dos fios. E fios com cruzes, que é que julgam? Uma vez até uma Sra. Testemunha de Jeová me alertou para o facto de a cruz que ostentava por cima da t-shirt do Eddie era uma cruz satânica. Confesso que ao fim de umas semanas deixei de a usar... aquilo ficou-me a moer na cabeça. Epá... isto agora lembrou-me de outra coisa! Que é feito das Testemunha de Jeová que nos iam bater à porta para entregar um panfleto e falar do nosso senhor? Ah?! Agora só aparecem meninos e meninas do Clix ou do Sapo ADSL. Estes d’gora são uns maçaricos ao pé daqueles Srs e Sras. Quero as testemunhas de volta! Há uns tempos, quando eles deixaram de aparecer, ainda andei uns meses a pensar que eles se tinham “convertido” ao telemarketing e que era uma questão de tempo até se porem a telefonar para casa das pessoas a dizer: “Bom dia. O Sr. Dias está? Daqui fala a Susana, sou Testemunha de Jeová... pê pê pê...”

Houve outras modas, mas já vai longo o remate e deixo isso para outro dia.

O que vos queria dizer é que aqui em Macau, obviamente, também há modas. Umas impostas outras nem tanto. A que vou referir é condicionada pelo que práqui vai de calor e humidade – sim, eu não me canso de falar nisso! – Estamos na moda da toalhita! Algo nunca visto em Portugal. E porquê a toalhita? Bom, a toalhita serve para limpar, secar e disfarçar a transpiração. É usada de várias formas. A mais comum é tê-la sempre à mão, mas também os há que a usam na base da nuca, assim a modos que enrolada junto ao colarinho da t-shirt ou camisa. Existem em muitos tamanhos, cores e texturas. Uma panóplia delas.
Aqui estão umas fotos tirados com o telemóvel.
De reparar na senhora do canto direito em baixo que parece que acabou de tomar banho.
Para terminar, distinção às pessoas que simplesmente não aderem às modas. E só não aderem como contrariam todas as previsões e leis. Esta senhora que vêm de escuro na foto em baixo veste um casaquito e uma blusa de malha e gola alta num dia que se fosse em Portugal seria claramente o dia mais quente e húmido do ano.